E nada mais anseio,
Senão o dia em que
Meus olhos inquietos,
Cruzarão com os teus;
Meus braços insistentes,
Encontrarão seus pares e
Meus lábios eufóricos,
Contentar-se-hão,
Morrer em tua face.
Nada possuo;
De nada me poderei dizer dono,
À excepção de mim mesmo…
E, ao assim ser,
A nada me prendo,
Em nada me permito encarcerar –
Sou livre; livre!
Livre como a ave
Mais pura e bela,
A Fénix que se reinventa,
Que livremente traça
Seu rumo pelos céus
De infinito azul.
A mulher do sertanejo;
mãe de sete filhos e outras tantas filhas,
pés inchados no chão ardente,
lenço colorido nos cabelos,
quando longo, coque prendendo-os;
vestido de chita, encardido,
amassado, curto demais.
A mulher do sertanejo
Olhos marejados diante do sol escaldante,
do marido distante,
dos filhos distantes,
das filhas caladas,
mal-vestidas, descabeladas,
confinadas
no silêncio de tristes mulheres sertanejas.