segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
Espasmo
Prazeres dispersos
num pedaço de papel
amassado, desdobrado
lagrimas ao ver o céu
temor
no que possa vir pensar
tremor
na maré do meu doce lar
a ti, declamo ousadias
todo tipo a mim, uma regalia
eis ai, uma parte do dia
daquilo que quero ver como rotina
aos traços desorientados
crio asas a planar
numa posse desde antes
uma cena, me consumar...
Felipe Pizzi,
Poeta.
Salmo do Desapego II
Muitas vezes, a vida nos põe em um pedestal
Branco e reluzente
Tão reluzente que nos faz esquecer as formigas ao redor
Faz acontecer
Coisas boas, ruins
Mais ruins que boas, sejamos realistas
Cria mágoa
Ódio
Rancor
Nojo
Desprezo
E quando o fim chega
Tudo é esquecido
Dissolvido
No fim
Quando as forças acabam
Quando a fala embarga
Tudo é dissolvido em lágrimas
Perdoado
O processo de desapego é iniciado
Afim de ensinar
Fazer entender sobre a vida
De que ela, pelo menos agora
Não é infinita
E na cabeça, o que Björk falou
Sobre aprender com o estado de emergência
Nunca fez tanto sentindo.
Anderson Morais,
Poeta.
Rimadapressa
Venha ver, venha viver!
Venha me ter, não espera,
que nessa esfera que o mundo é
o tempo voa. Também pudera.
Seja de carro ou seja a pé
venha me ver, vamos viver
e ser um só.
Se for já é!
Hionne Mara,
Poetisa.
Jesus
Mesmo que não pudéssemos ver
Que não houvesse poder,ou não se olhava
Ou o tempo não deixasse
Jesus brilhava ! E tanto
Que a nós como o sol se porta
E a água pura ,que vem do céu
Ele cuida pra que regue ,o que plantou
E chora quando a planta falece
E sombreia em tua prece
A antiga terra, e vaga
Volva-me teu abraço em todo meu sonhar
E faz de encontro comigo seu olhar
Hei de ser contigo
E porque não agora
Que quanto quer minha historia,
já senhora.
Gabriel Botelho,
Poeta.
Deplorar
Sinto um vazio
pelas beiradas
vida dividida
entre noite e madrugada
quando ali
deixo adentro
o sossego
materializa
fere as avessas
causa repudio
desnutrido
frio e sombrio
as maçantes
horas passadas
dia presente
em suma emboscada
que ver aos pés
futuros passos
escassos
direcionados ao fracasso
espaço cansado
amor ao individuo
mal resolvido
impróprio, distinto...
Felipe Pizzi,
Poeta.
Versos
Os versos gritam por liberdade
Os versos estão presos por medo,
Por medo da sociedade.
Os versos vibram internamente
Fogem a interpretação
São escravos.
Tramam em silêncio
No escuro, na solidão
Buscam o externo
Como jatos, querem sair.
Há versos que amam
Há também os que não são amados
Os versos choram, gritam.
Alguns preferem o silêncio outros
A solidão.
Somos versos.
Kennedy Fernandes,
Poeta.
A Atriz No Palco
Os versos estão escritos
Na árvore morta
Sem beleza exposta
Em noite de dores e gritos.
A atriz no canto se produz
Nessa noite sem luz
Sem o prazer forte
Que a mesma deviria sentir
Ao representar com a morte.
Será a primeira vez da atriz
Nesse palco infeliz.
Nesse teatro sem espectadores
Com cheiro de flores.
Nesse teatro do submundo
Os versos são mortais
Fazendo os atores desleais
Nesse inferno profundo.
O som do piano de bela harmonia
Com barulho do tormento.
Ela espera a luz do dia
E o sobro do vento
Nesse palco sem vida.
João Carias de França,
Poeta.
Na árvore morta
Sem beleza exposta
Em noite de dores e gritos.
A atriz no canto se produz
Nessa noite sem luz
Sem o prazer forte
Que a mesma deviria sentir
Ao representar com a morte.
Será a primeira vez da atriz
Nesse palco infeliz.
Nesse teatro sem espectadores
Com cheiro de flores.
Nesse teatro do submundo
Os versos são mortais
Fazendo os atores desleais
Nesse inferno profundo.
O som do piano de bela harmonia
Com barulho do tormento.
Ela espera a luz do dia
E o sobro do vento
Nesse palco sem vida.
João Carias de França,
Poeta.
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