sábado, 11 de agosto de 2012

Vadio



Converto-lhe, meu senhor,
À minha religião,
A este paganismo desnudo,
À doutrina apedrejada por esta hipocrisia barata.
Converto-lhe, senhor,
A estes vícios infindos
Este abismo salobro que te engole e
Te cospe em desalinho.
Converto-lhe, ó senhor,
Ao paraíso de ser vadio,
De ser livre em demasia;
Pois se do pecado vim,
Do pecado viverei.

Rayane Medeiros,
Poetisa

Um comentário:

  1. "Converta-me à tua religião"...
    Ótimo poema, que me fez lembrar outro...

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