quarta-feira, 27 de junho de 2012

Palavras


Quando absorveres a essência 
Destas e de todas aquelas palavras
Que por minha mão  já foram escritas
(sem ignorar aquelas que aguardam
o instante da sua precisa elaboração),
Entende não somente a livre Alma
Daquele que contigo as partilha,
Mas também a Alma que brilha
No olhar de quem as lê!

Pedro Belo Clara
Poeta português

6 comentários:

  1. Poeta Pedro Belo, sempre nos trazendo ótimos poemas. Parabéns!

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  2. Grato, Ana, por sua simpatia =)
    Beijos.

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  3. Tocou-me em cheio, este poema! Cabe realmente à poesia provocar a interação estreita entre a essência de quem a escreve e a de quem a aprecia. Felizes dos que aguçam os sentidos às almas (de violetas) dos poetas , percebendo em suas palavras o sentido lírico da vida!
    Para você, Pedro Belo, um poema de Florbela Espanca:

    "Ai as almas dos poetas!
    Não as entende ninguém;
    São almas de violetas,
    Que são poetas também.
    Andam perdidas na vida,
    Como as estrelas no ar;
    Sentem o vento gemer.
    Ouvem as rosas chorar!
    Só quem embala no peito
    Dores amargas e secretas
    É que em noites de luar
    Pode entender por poetas
    E eu arrasto amarguras
    Que nunca arrastou ninguém.
    Tenho alma para sentir.
    A dos poetas também!"

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  4. Leocy,
    Apenas poderei, além de concordar com você, agradecer tão simpático comentário, bem como a partilha de um poema criado por uma das mais importantes poetisas de meu país.
    Apraz-me saber que gostou e desfrutou de minhas linhas.
    Abraços poéticos.

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