quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Regresso



A porta aberta e as velhas coisas no lugar
Tudo estava como antes
Fisicamente igual
Os móveis na casa
As paredes e ar que respirava
Quis sentir-se como antes
Quis acreditar naquilo
Não havia, porém razões pra isso.
Por dentro tudo mudara
Era agora um estranho em seu ninho
Seu corpo mal se adaptava
E de noite, em silêncio,
Apesar de tanta gente,
Chorava em seu quarto sozinho.


3 comentários:

  1. Muito bela a imagem - apesar do tom melancólico - das coisas em seus devidos lugares. Belo poema.

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