
Pelos ouvidos abriam caminhos
Marchando em filas com lentos passinhos
Aos poucos me esfarelavam
Foram me caindo as cascas
Corroídas, apodrecidas
Intragáveis, poluídas
De virtudes escassas
Quando todas tombaram
Restou o que sou
Um abismo que o diabo abençoou
Onde genocidas germinam
Lá se ouvia um gargalhar
Os cupins envenenados morriam
Agonizando sofriam
A risada tomava fôlego engolindo o ar
Já que só querem imagem
Nego-lhes o perdão
Piso no pescoço
Escarro no coração
Mastigo o cerebelo
Enveneno-os feito cupins
Que jazem ao chão
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